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PESQUISAS HISTÓRICAS DO MUNICÍPIO DE ALEGRE

Escrito por Professora Zélia Cassa de Oliveira ligado . Publicado em A Cidade & História

Rua Francisco Teixeira - Sua História, Sua Gente
Por Zélia Cassa de Oliveira (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)
Do Instituto Histórico e Geográfico de Alegre

Neste espaço, o IHGA, trará para você - leitor - o resultado de pesquisas levadas a efeito por pesquisadores da terra. Hoje trazemos dados coligidos sobre o Capitão Francisco Teixeira Alves Correa, topônimo da rua que a partir da Praça Seis de Janeiro se estende até à sede social do Sport Club Rio Branco.

Filho do Capitão Manoel Teixeira Alves e D.ª Francisca Amélia Correa Braga Teixeira, fundadores do sítio urbano do Distrito de Araraí, nascido em 1851, no arraial do Cágado, antiga Província das Minas Gerais, hoje cidade de Mar de Espanha, M.G.

Francisco Teixeira, chegou às terras vertentes do Ribeirão Boa Vista, tributário do Braço Esquerdo do Rio Norte, no final da década de 50 dos 1800, acompanhado dos pais e irmãos fixando residência no lugar denominado Liberdade (Inventário p. 354).

Herdeiro político do pai, aos 40 anos ingressou nas fileiras do partido Conservador como ferrenho adversário dos Liberais de Santa Angélica - os Sardemberg, os Pinheiro Salles de Moraes, os Salles de Amorim.

Instalada a vila do Alegre (Município) em 1891, tomou posse como membro do Primeiro Conselho da Intendência, situação que se repetiu em 1893, quando sob o aplauso da população foi eleito Presidente do terceiro Conselho (Prefeito hoje). Voltou pelo voto direto para os mandatos 1900/1904 e 1912/1916.

Nas eleições parciais de 1917 foi eleito para suprir a vaga de um vereador e em 1918, ocupava a Vice Presidência da Câmara, quando acometido por sérios problemas de saúde, não concluiu o mandato. Transferido para tratamento na cidade do Rio de Janeiro, faleceu no ano de 1919.

Falecimento

Ocorreu às 23 horas e 35 minutos do dia 08/04/1919, à rua Barão de Itapagipe. O óbito registrado no dia 09 de abril de 1919, pelo escrivão vitalício e privativo José Cyrillo Castex, consta do Livro 192, sob nº 562, fls. 163v, Cartório do Registro Civil da 5.ª Pretoria do Engenho Velho, Rio de Janeiro. O atestado dando como causa mortis a uremia artério-esclerose cardio renal foi assinado pelo do Dr. Aurélio Odorico Antunes, tendo como declarante o Sr. Silvestre Rothier Teixeira ( fls. 9 do Inventário).

As providências para o traslado do corpo para a Villa do Alegre foram tomadas pelo sobrinho Marcílio Teixeira de Lacerda à época Senador da República pelo Estado do Espírito Santo.

Transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Nicteroy (Inventário, fls. 53) os doutores Jorge do Amaral Murtinho e Alcebíades Schineider, formados em medicina pela Escola do Rio de Janeiro, em 9 de abril 1919 assinam e atestam que o corpo:

foi por nós injetado com três litros de formol, podendo portanto se conservar e ser transportado para fora desta capital.

Ás fls. 54, carimbado e emitido pela Thezouraria da Leopoldina Railway consta (Inventário) um recibo datado de nove de abril de 1919, em nome do Senador Marcilio Teixeira de Lacerda no valor de 500 mil réis, proveniente do aluguel de um carro de primeira classe que será engatado ao trem três do dia 10 do corrente, para o transporte de um cadáver de Nictheroy (ortografia da época) a Alegre. No dia 11 o corpo chegou à estação de Rive aguardado por comovida multidão. Segundo a oralidade familiar, o esquife instalado em um bangüê, acompanhado por mais de mil pessoas, conduzido por populares que se revezavam, seguiu para a fazenda Liberdade, na Boa Vista onde foi sepultado.
 

 

Reconhecido pelos relevantes serviços prestados ao Município, o Prefeito Fortunato de Paula Campos decretou luto oficial por cinco dias a contar de 08 a 12 de abril ( Bravo p.154); em homenagem póstuma, por sugestão do vereador Major Quintino Teixeira Leão a Rua Arthur Oscar passou a ter o nome de Francisco Teixeira. (Ferraz, p.73).

Testamento

O testamento do Capitão Chiquinho, como era carinhosamente conhecido, foi registrado em 12 de março de 1907, no Cartório de 1º Ofício de Alegre. De uma certidão assinada pelo escrivão Romualdo Nogueira da Gama, apensada ao Inventário sob fls.16, conferimos o registro do Testamento do qual extraímos os fragmentos abaixo:

Em nome de Deus, Amem. Eu Francisco Teixeira Alves Corrêa, em meu perfeito juízo, temendo a morte, cujo dia é incerto, deliberei fazer este meu testamento, para dispor dos meus bens como abaixo se segue.

Sou Católico Apostólico Romano em cuja fé prometo viver e morrer, natural do Município de Mar de Hespanha Minas Gerais, filho do Capitão Manoel Teixeira Alves e de Francisca Emília Correa Braga Teixeira, residente neste Distrito de Itaipava.

 

Nomeio meus testamenteiros os meus amigos Major Joaquim Quintino Teixeira Leão e Capitão Ângelo Cândido Vieira. Declaro que sendo solteiro tive com Emiliana Maria de Jesus oito filhos, que são:
 

1. Benedicto Manoel Alves casado com Vitória Maria da Costa
2. Victória Ambrozina casada com Francisco Mariano Queiroz
3. Fausta Teixeira Alves casada com Manoel Braqa Leal
4. Sebastião Manoel Alves
5. Domingos
6. Emiliano Manoel Alves casado com Cristina Teixeira Alves
7. Maria Angélica casada com Paulino Antônio Atayde
8. Messias Manoel Alves,

Tive também de Eliza Jacintha de Jesus (já falecida) quatro filhos

 




 

9 - Eulália Jacintha de Jesus casada com Orozino Ferreira dos Santos
10 - Anthero - Solteiro
11 - Jacintha, casada em primeiras núpcias com Virgulino Bento Marques e em segundas núpcias com Salomão Aride.
12 - Arlinda Eliza de Jesus, casada com Clementino Fausto de Freitas.

Tive Também de Anna Quitéria um filho de nome

13 - João

No total 13 filhos os quais reconheço como meus legítimos e por isso os instituo meus únicos e universais herdeiros, com partes iguais para o fim de gozarem de todos os direitos de sucessão.


Genealogia de Francisco Teixeira com Emiliana de Jesus até à 5ª geração




    

Emiliana, escrava da casa de Francisco Teixeira, fula, baiana, fiandeira, matriculada sob n.º 788 na Alfândega de Vitória e n.º 90 na relação da Fazenda Liberdade. Fonte: Inventário de Maria Emilia Teixeira de Lacerda, irmã de Francisco Teixeira. Comarca de Alegre - Arquivo 10, Processo 99, N.º de Ordem 05.

Rua Francisco Teixeira

Moradores Antigos e Atuais (sentido Ponto de Táxi sede Rio Branco)

Lado direito:

  • Loja de José Terra hoje Farmácia Central / Soneca
  • Padaria - Francisco Sanches /Anna Reinoso / João Bravo, hoje herdeiros de Jamil Cade
  • Carolina Ferreira Coelho(Dona Pequetita) João Baptista Pinheiro
  • Aristides Moreira (farmácia) hoje loja de roupas Carmelita
  • Maestro Izalino Pacheco e Dona Cândida hoje Neném Tiradentes
  • Saint-Clair Pinheiro hoje Clínica de Fisioterapia
  • Aristides Moreira e Dona Lila hoje residência Dr. João Henrique
  • Quintanília Monteiro e dona Dalila Pinheiro hoje Pelé Carvalho
  • Quintanilia Monteiro, posse ajardinada vendida a Dona Maria da Penha Monteiro, hoje Dona Mariland Lyra Cazone.
  • Edwirges Charpinel Shwan hoje, Dinorah Shwan

Lado esquerdo:

  • Loja do Edgar hoje José Pedro
  • Sede dos Correios, depois Coletoria Estadual hoje Banestes.
  • Dr. Alceu Nogueira da Gama e Dona Carmem hoje Márcia Gama Assis
  • Irmãs Borges hoje Sicoob
  • Dr. Messias Chaves e Dona Zélia hoje Virginio Terra
  • José Elias e Latife hoje Everaldina Santos
  • Guiomar Furtado, antes terreno vago.
  • Bráulio e Aurélia hoje do filho Wilson Oliveira
  • Esberard Balbino e Dona Georgeta hoje herdeiros de Dirceu Santos
  • Sr. Mendes e Dona Irineia (fábrica de móveis) hoje Faride Caselli.

Antes de receber o nome de Francisco Teixeira a Rua era conhecida como General Osório, depois Arthur Oscar. Por ter sido ali instalada a sede dos Correios e Telégrafos (Banestes hoje) a população passou a denominá-la Rua do Correio. Atualmente a chamam de Rua do Banestes.
 


Rua Francisco Teixeira, hoje

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