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Características Econômicas

Escrito por Comunicação ligado . Publicado em A Cidade & História

A cidade de Alegre desenvolveu-se nas áreas planas e nas encostas suaves dos vales dos rios Alegre, Conceição e seus afluentes próximos. A cidade possui uma infra-estrutura urbana bem dotada, comércio forte e também sofre os problemas urbanos advindos do contínuo e crescente êxodo das áreas rurais do município e da região.

No início do século XX, Alegre era um grande município. Perdeu parte de seu território para conformar os atuais municípios de Guaçuí, Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço e Ibitirama. É de supor, portanto, que por longo tempo tenha polarizado a região, nomeadamente no período da expansão cafeeira (1870-1910). Daí a formação de um centro urbano forte e bem estruturado.

A rodovia BR-482 é hoje o principal indutor do desenvolvimento do tecido urbano, seja para a direção oeste (Celina e Guaçuí), seja para a direção leste (Rive e Jerônimo Monteiro). A rodovia constitui um eixo com dinâmica própria, que vai induzindo e incorporando todas as aglomerações que ao longo de suas margens se estendem até Cachoeiro de Itapemirim.

Nos últimos anos, com a crescente chegada de pessoal que vem abandonando a zona rural, tem crescido a demanda por conjuntos habitacionais. Além disso, outro fato que merece destaque é que Alegre torna-se cada vez mais um centro qualificado de ensino, pesquisa e extensão do Estado, com três instituições de Ensino, duas federais - o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES) e o Centro Agropecuário da Universidade Federal do Espírito Santo (CCA-UFES) (foto) e uma Autarquia Municipal, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre (FAFIA). Antes um pólo de educação na área agrícola, hoje o município abriga mais de 30 cursos de graduação e pós-graduação que vão desde a Agronomia, passando pela área de alimentos e médica, até as áreas de alta tecnologia.

O IFES forma técnicos de nível médio há 50 anos, e atualmente cursos técnicos (nível médio) em agroindústria, agropecuária e informática, cursos de nível superior de Ciências Biológicas (licenciatura), Aquicultura e Cafeicultura, e pós-graduação em Agroecologia. O CCA-UFES, por seu turno, oferece ensino superior de Agronomia, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal, Engenharia Industrial Madeireira, Engenharia Química, Farmácia, Física (Licenciatura), Geologia, Matemática (Licenciatura), Medicina Veterinária, Nutrição, Química (Licenciatura), Sistemas de Informação e Zootecnia; pós-graduação em Produção Vegetal, Ciências Florestais, Ciências Veterinárias e Ciência e Tecnologia de Alimentos. Já a FAFIA possui formação em Biologia, Enfermagem, Farmácia, Psicologia, Ciências Biológicas (Licenciatura), Matemática (Licenciatura), História (Licenciatura), Letras (Licenciatura) e Pedagogia (Licenciatura), além de várias pós-graduação que podem ser conferidas no site da instituição.

A presença dos estudantes destes estabelecimentos de ensino e dos de ensino médio confere à vida noturna de Alegre um aspecto movimentado e festivo, pois ocupam até tarde as praças e os diversos bares da cidade. Além disso, muitos estudantes - especialmente os do CCA-UFES e IFES, são de outros municípios e precisam se alojar na cidade, movimentando assim o setor imobiliário, com muitas construções de prédios de médio porte.

Fontes: IPES - Diagnóstico Sócio Econômico do Território do Caparaó, sites das instituições (www.cca.ufes.br, www.fafia.edu.br, www.alegre.ifes.edu.br).

Principais Atividades Econômicas

O setor primário (atividades agropecuárias) em Alegre desempenha um papel muito importante na economia local: cerca de 26,6% do PIB municipal deriva desse setor. As atividades que geram a maior parcela do PIB são as de comércio e serviços, com 71,2%, sobrando para o setor secundário (indústrias) apenas 2,2%. Esses números mostram como a industrialização do município é baixa, desempenhando um papel pouco relevante.

Na área rural, segundo o Sebrae-ES, as principais atividades econômicas do município são a cafeicultura, a olericultura, a pecuária leiteira e o ecoturismo. A cultura do café é a que mais se destaca, sendo o café arábica a principal variedade. Ainda conforme o Sebrae-ES, nos últimos anos os cafeicultores vêm tentando produzir um café de melhor qualidade e com maior produtividade, com a ajuda do Incaper. Outras culturas importantes são a do milho, a do feijão, da banana e do tomate, mas estas são produzidas com baixa tecnologia.

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Características Geográficas

Escrito por Comunicação ligado . Publicado em A Cidade & História

O município abrange uma área de 778,6 km2. O clima é quente e chuvoso no verão, seco no inverno - com temperaturas que variam entre 17 e 29 graus Celsius. Segundo dados do IBGE, a população do município é de 30.784 habitantes (2010, Censo IBGE). Destes, um pouco mais de 18.000 residem na sede, e os demais em 7 distritos: Araraí, Café, Rive, Celina, Santa Angélica, Anutiba e São João do Norte.

Municípios limítrofes:
Norte - Ibitirama, Muniz Freire e Castelo
Sul - Mimoso de Sul
Leste - Jerônimo Monteiro, Cachoeiro de Itapemirim
Oeste - Guaçuí, São José do calçado

  • Área do Município: 778,6 km2
  • Temperatura média anual de 22,2 graus Celsius, variando entre 16,9° e 29,0°.
  • Clima quente e úmido no verão e seco no inverno.
  • Altitude da Sede: 250m
  • Altitude Mínima: 100m
  • Altitude Máxima: 1.326m
  • Principais atividade econômicas: cafeicultura, pecuária de leite e corte
  • Latitude - 20°45'49''
  • Longitude - 41°31'57''
 

RELEVO
O território é modelado em rochas cristalinas e, portanto, bastante acidentado e elevado. Entre as serras podem ser citadas as da Laranjeira, da Lesma, do Pombal, Grande, das Cangalhas ou Santa Catarina, da Abundância e Carneira; todas fazendo parte do sistema da Mantiqueira. A altitude varia de 120 a 1.320 metros.

 
HIDROGRAFIA

O município é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, tendo como bioma predominante a Mata Atlântica e o seu rio principal é o Rio Itapemirim, que é formado pelos rios Braço Direito Norte e Braço Esquerdo Norte. Destacam-se pela natureza do relevo de planalto, que apresenta em seu leito rupturas de declive (Cachoeiras), vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica. A hidrografia de Alegre está compreendida dentro da Bacia do Rio Itapemirim que possui área de 6.014 km², estando geograficamente situada entre os meridianos 40º48' W e 41º52' W e entre os paralelos 20º10' S e 21º15' S.

SOLOS
Encontram-se solos minerais pouco profundos, bem drenados, pouco erodíveis, ácidos, bastante poroso e de fertilidade natural baixa, ocorrendo associados aos pouco profundos, moderadamente drenados, susceptíveis à erosão, de pouca capacidade de retenção de água e com baixa reserva mineral (latossolo vermelhoamarelo e cambissolo). Há, ainda, terra roxa estruturada (manchas) e solos podzólico vermelho-amarelo e litólicos.

Registra-se a presença de água mineral (vazão de 12.000 litros/dia), granito, gnaisse, talco, charnoquito, mica, feldspato, caulim, bauxita, diorito, serpentinito, manganês, quartzo e ouro.

As variedades de granito encontradas no Município são grandes, destacando-se as seguintes: Cinza Santa Rosa, Juparanã Laranjeira, Amarelo Santa Rosa, Preto Bela Aurora, Rosa Colonial, Verão Capixaba, Amarelo Cachoeiro, Preto, Amêndoa Colonial e Verde Ubatuba.

CLIMA
Situado nas latitudes meridionais da Zona Tropical, o clima da sede municipal é tropical e sub-úmido. Os totais anuais de chuvas não são geralmente grandes, e ficam em torno de 1.200mm. Há uma grande concentração das chuvas no período de novembro a março (60 a 70%).

O período de maio a setembro é seco e de pouca chuva. Resulta daí que os solos das áreas baixas (que predominam no Distrito-Sede) tem carência de água durante quase todo ano, exceto no verão, quando, normalmente, há algum excesso de água.

Quanto às principais características térmicas, a temperatura média anual gira em torno de 23 graus Celsius, com predominância de valores mais altos de dezembro a abril, quando as máximas diárias oscilam em torno de 29 graus, podendo alcançar valores de até 36 graus. As médias mensais do inverno (junho-agosto) situam-se em torno de 20 graus, sendo comuns mínimas diárias em torno de 15 graus, sob a ação de intensas massas de ar de origem polar. Nessas situações, já foram registrados valores perto de 5 graus Celsius.

Deve ser observado que as áreas serranas, chamadas de terras altas, possuem climas bem mais chuvosos e úmidos, com moderadores a grandes excedentes de água, sobretudo no verão, e pouco déficit de umidade nos solos no período de poucas chuvas. Tais áreas são mesotérmicas de verão brando e inverto tanto mais frio quanto maior as altitudes. Além de 2.000 metros, o clima vai se tornando mais seco e muito frio, com grande freqüência de mínimas diárias em torno de zero graus e freqüentes geadas noturnas.

Fontes: IDAF, Alegre em Mapas
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IHGA - Instituto Histórico e Geográfico de Alegre

Escrito por Comunicação ligado . Publicado em A Cidade & História

 Resenha Histórica

O Instituto Histórico e Geográfico de Alegre, identificado pela sigla IHGA-ES, é uma associação civil de caráter cultural e científico, sem fins lucrativos, reconhecido como de Utilidade Pública Municipal pela Lei nº 2.642/2004.

Foi criado aos nove de abril de 1999, sob a coordenação do Desembargador Alegrense - Dr. Sebastião Teixeira Sobreira - contando ainda no ato de sua fundação, com as presenças de outros membros do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo: João Bonino Moreira, Lea Brígida Rocha Alvarenga Rosa, Renato José da Costa Pacheco, Assunta Baliana Zamprogno, entre outros.

Além do resgate e preservação de documentos, em 9 anos de existência, o Instituto tornou-se centro dinâmico de pesquisas, cursos, exposições, simpósios e atividades culturais, possuindo um acervo bibliográfico, hemerográfico, arquivístico, iconográfico, cartográfico à disposição do público durante todo o ano.

Objetivos
O principal objetivo da Instituição é o estudo da História, Geografia e ciências afins do município de Alegre e, para atingir seus fins:

* manterá arquivo, biblioteca e museu especializados em assuntos alegrenses, prioritariamente;
* editará Revista para divulgação de suas atividades e trabalhos dos seus associados;
* promoverá reuniões, festividades, cursos, conferências, congressos, concursos e outras atividades sobre assuntos de sua especialidade, e afins;
* patrocinará e incentivará pesquisas científicas que visem a incentivar valores de nossa terra e seu maior conhecimento.
* manterá intercâmbio com associações congêneres, nacionais ou estrangeiras e com Universidades que mantenham cursos de seu interesse.

Patrono Cívico: Manoel José Esteves de Lima
Por Carlos Magno Rodrigues Bravo

Português, nascido em 1778, na aldeia de Cordeiros, em Riba de Mouros, província do Minho. Cresceu ouvindo "estórias" fabulosas sobre a terra de Santa Cruz, onde a verdade e a fantasia se misturavam, ocupando o pensamento do jovem, fazendo-o pensar em se juntar aos parentes que aqui já viviam, desbravando terras virgens à procura de grandes fortunas.

Quadro Social
Os associados da Instituição se enquadram nas seguintes categorias: mantenedores, beneméritos, correspondentes, honorários e colaboradores.

Endereço
Av. Oscar de Almeida Gama, 174
Centro - Alegre - ES
CEP 29500-000
E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Site: www.ihga.alegre.es.gov.br

 

 

 

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História & Lenda

Escrito por Professora Zélia Cassa de Oliveira ligado . Publicado em A Cidade & História

* A História antes de 1820?

Até pouco tempo, o conhecimento da História de Alegre se restringia à chegada da expedição de Manoel Esteves de Lima, em 1820. Entretanto, o Instituto Histórico e Geográfico de Alegre (IHGA) vem trabalhando incansavelmente na busca de fatos que comprovem a tese de que antes dessa data, outros desbravadores já haviam passado pela região e deixado suas marcas.

O trabalho RECONSTRUINDO NOSSA HISTÓRIA, do IHGA, nos leva de encontro ao passado e às pessoas que interagindo nos acontecimentos marcaram o perfil de nossa terra com seu trabalho, coragem e valor.

* Reconstruindo nossa história

Estimulados pela coroa portuguesa prometendo honrarias e prêmios aos descobridores de metais preciosos, audazes bandeirantes, desde os primórdios de nossa história colonial saíram em busca das lavras de ouro. Pela rota conhecida como Caminho Velho, Fernão Dias Paes Leme, entrando pela garganta do Embaú (provavelmente Taubaté hoje ) após transpor a Mantiqueira chegou ao rio das Mortes, onde fundou um arraial, hoje cidade de São João D’el Rey.

As dificuldades de locomoção pelo caminho velho levaram a coroa portuguesa a autorizar a abertura de um caminho novo para as Minas. Coube ao desbravador Garcia Rodrigues Pais (filho de Fernão Dias) a incumbência de abri-lo. Iniciando-se pelo Rio de Janeiro a rota cruzava o rio Paraíba, demandando aos núcleos mineradores de Vila Rica (Ouro Preto) e Ribeirão do Carmo (Mariana) localizadas nas cabeceiras do Rio Doce.

Margeando o Caminho Novo situava-se o sertão para a parte do Leste, denominados Áreas Proibidas e, assim conhecidas, por servirem de barreira natural ao contrabando do ouro.

Senhores absolutos da região que se estendia do alto Rio Doce até os vales do Rio Pomba, hordas de Botocudos atacando de emboscada à noite, com suas flechas farpadas, apavoravam o invasor. Destruíam e incendiavam povoados, matando e comendo sem piedade o sertanista que se aventurasse por seus domínios.

Até a década de 30 dos 1700, o ouro foi abundante nos núcleos mineradores do alto Rio Doce; conheceram ligeiro declínio na década dos 40, decaindo francamente a partir de 1763. No inicio do Séc. XVIII, afrouxando - se a política protetora sobre as Áreas Proibidas, iniciou-se a catequese.
Rio Pomba
Em 1808 o Príncipe Regente D.João VI criou a junta Militar de Civilização dos Índios, tendo por escopo o devassamento dos rios Caratinga e Manhuaçu – bacia do Rio Doce – e rios Carangola e Muriaé na bacia do Pomba (foto à esquerda).

Por carta régia de 29 de maio de 1809 foram nomeados os primeiros comandantes, em número de seis, com o posto de Alferes, agregados ao regimento de Cavalaria de Minas Gerais, para atuarem nas divisões militares que obstassem os ataques dos índios no Rio Doce (Daemon, p 210). Um desses militares foi o Alferes da Segunda divisão de Caçadores João do Monte da Fonseca.

I - O SERTÃO DO ITAPEMIRIM

Do vale do Pomba, uma tira de selva muito estreita nas imediações de Mar de Espanha, se alargando para o Norte juntava-se à imensa floresta capixaba.

E a mata impenetrável, a estender-se por vales e montanhas cobrindo os flancos e os cumes das serras do Caparaó, Pilões, Pombal e Castelo, formando uma barreira natural ao povoamento do sul da capitania do Espírito Santo.

Em 1811, após a liberação das áreas proibidas ao comércio e ao tráfego, João do Monte da Fonseca iniciou a abertura de um picadão ligando Mariana – MG à confluência do Rio Castelo com o Itapemirim.

II – O CAMINHO

 

Mariana - Itapemirim
Todo o trajeto, desde a saída de Mariana até Itapemirim

Partindo do descoberto do Furquim (Mariana) João do Monte da Fonseca e sua gente chegou ao Rio Carangola.

Pela margem direita, na distância de duas léguas, atravessaram o dito Rio independente de ponte, por ser vadiável. Media o caminho de Furquim ao Carangola a distância de 11 léguas e 15 cordas.

Seguindo o mesmo rumo os desbravadores, chegaram ao Rio São João (hoje Espera Feliz ) e continuando na mesma direção atravessaram o Rio Preto (Dores do Rio Preto). Tinha a passagem do Carangola ao Rio Preto a distância de 6 léguas, 1 quarto e 30 cordas.

Continuando no mesmo rumo do nascente, na distância de 3 léguas e meia e 46 cordas, atravessaram o rio São Lourenço (rio Veado) que segundo a tradição que corre, se une ao Preto e forma o rio Cabapuana (Itabapoana).

Continuando na mesma direção atravessaram um monte (serra dos Pilões) e encontraram as cabeceiras do ribeirão que foi denominado Alegre, e que faz barra com o Itapemirim, e vem do Norte. Ali foi fincado um quartel de caçadores (antigo Leite Glória). E tem a distância do rio Veado à barra do Rio Norte, (quartel dos caçadores) a medida de 5 léguas.

Continuando o caminho pela direita do rio Itapemirim, passam pela barra do rio Castelo (Duas Barras) que vem do Norte, até encontrarem o caminho aberto para a Vila do Itapemirim.

Em 14 de abril de 1815, o Capitão do Corpo de Pedestre da Província do Espírito Santo, Ignácio Duarte Carneiro, informou ao Governador Francisco Alberto Rubim que, no dia 1º do corrente, chegou ao Itapemirim (Vila) vindo da cidade de Mariana pela trilha feita por João do Monte da Fonseca, uma tropa com doze bestas carregada com 45 arrobas de toucinho, 40 ditas de carne seca de 18 de tabaco e fumo.

III – A BANDEIRA DE MANOEL JOSÉ ESTEVES DE LIMA

Por volta de 1820, tomado pelas possibilidades de exploração das margens da estrada e utilizando o picadão aberto por João do Monte da Fonseca, chegou à região onde se encontra a cidade de Alegre uma expedição chefiada pelo capitão-mor Manoel Esteves de Lima, português, vindo de Minas Gerais à procura de terras férteis para exploração agrícola. Compunha-se de cerca de 72 pessoas, a maioria negros escravos e índios.

IV – A OCUPAÇÃO

Em sua viagem de volta, Manuel Esteves, a partir das duas barras (Itapemirim/Castelo), foi destinando aos homens de sua bandeira as terras nas quais deveriam formar fazendas, construir e manter ranchos de apoio às tropas:

Ocupante Fazenda Dias de hoje
Negro Flores Cachoeira das Flores Jerônimo Monteiro
João Gonçalves Monteiro Pombal/São Bartolomeu Rive
Jerônimo Rodrigues Ardoso São Francisco do Norte Rio Norte/ Departamento
João Teixeira da Conceição Alegre Alegre
José Luiz da Silva Viana Rio Veado Guaçuí
Justino Maria das Dores Jerusalém Celina
Manoel Esteves de Lima Papagaio/Santa Marta Jerônimo Monteiro/Ibitirama
Alferes Antônio de Paula Mageste Fazenda Abundância Final do Bairro Guararema

João Teixeira da Conceição construiu na margem do ribeirão, que hoje tem seu nome, um rancho para receber tropeiros que demandavam estas plagas. Derrubou matas, plantou cana, algodão, tabaco, milho, mandioca; construiu ranchos de apoio às tropas, formou o povoado.

Com o falecimento de João Teixeira da Conceição, em 13 de junho de 1849, seu filho Pedro Teixeira da Conceição, herdeiro das terras circundadas pelos Rios Conceição e Alegre, vendeu-as à Misael Ferreira de Paiva e Jerônimo Rodrigues Cardoso.

O Quartel dos Caçadores (onde está o Leite Parmalat hoje) deu origem ao Município e a fazenda do Conceição deu origem à Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Alegre (depois, Nossa Senhora da Penha) e à VILA, que deu origem à CIDADE.

 


O quartel de caçadores foi instalado na confluência do Rio Norte com o Rio Alegre (hoje, próximo ao trevo de Muniz Freire e antigo Leite Glória)

* A Lenda

Diz a lenda que o rancho construido por Conceição tornou-se conhecido pela presença ali da cachorrinha Alegre, nome este que se estendeu ao povoado que se formava e, ao Município do qual é sede. O Período da história de Alegre entre a chegada de João do Monte da Fonseca (1811) e o ano de 1850, quando aqui chegou o primeiro padre, Francisco Alves de Carvalho, permanece obscuro, apenas iluminado por algumas lendas que ilustram fatos vividos pelos primitivos habitantes e aventureiros.

* As Famílias

Somente na segunda metade do século XIX, a partir de 1857, quando foi criada a primeira sub-delegacia policial, é que se tem notícia da fixação de famílias que se tornaram tradicionais na vida econômica e política local. Entre elas podemos citar: os Ferreiras de Paiva, Gonçalves Monteiro, Azeredo Coutinho, Monteiro da Gama, Soares da Silveira, Paula Campos, Martins de Carvalho, Teixeira Alves, Quintino Leão, e, já no começo deste século, os Wanderley, Tannure, Simão, Nasser, Macedo, Sobreira, Vargas, Pinheiro, etc., muitas já desaparecidas do cenário alegrense, algumas com descendentes que aqui ainda residem, aos quais vieram juntar-se outros povoadores que trabalham juntos pelo progresso do Município.

* Linha do Tempo - a partir de 1858

  • 23 de julho de 1858 - é criada a freguesia, pela Lei nº 22, sob a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Alegre.

  • 04 de novembro de 1869 - pela Lei nº 7, o povoado recebe nova denominação — "Freguesia de Nossa Senhora da Penha do Alegre".

  • 03 de abril de 1884 - é criado o município, pela Lei nº 18.

  • 11 de novembro de 1890 - Citado pelo decreto nº 53, desta data, é ratificado pela Lei nº 18, que o desmembra do município de Cachoeiro de Itapemirim; a mesma lei eleva o povoado à categoria de vila.

  • 06 de janeiro de 1891 - são oficialmente instalados a vila e o município.

  • 22 de dezembro de 1919 - pela Lei nº 1.208, a vila é elevada à categoria de cidade.

Fontes: Instituto Histórico e Geográfico de Alegre / Zélia Cassa de Oliveira / Instituto Jones dos Santos Neves / IPES - Diagnóstico Socio Economico Do Territorio do Caparaó

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